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Maykon Rodrigo Arruda, Universidade Estadual de Santa Cruz
Beatriz Sampaio da Silva, Universidade Estadual de Santa Cruz
Adila Araújo Ribeiro, Universidade Estadual de Santa Cruz
Gabrielle Rios Carneiro, Universidade Estadual de Santa Cruz
Giulia Morais Panariello, Universidade Estadual de Santa Cruz
Maria Juliêta Reis Barros, Universidade Estadual de Santa Cruz
Maria Conceição da Silva Francisco, Secretaria Municipal de Saúde de Ilhéus
Andréa dos Santos Souza, Universidade Estadual de Santa Cruz
Dejeane de Oliveira Silva, Universidade Estadual de Santa Cruz
Introdução: As arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya) permanecem como um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil. O território da USF, situada na Bahia, é caracterizado por crescimento urbano desordenado, déficit de saneamento básico, disposição inadequada de resíduos e presença de córrego e manguezal utilizados como depósito de lixo e entulhos, fatores que favorecem a proliferação do vetor. O alto índice de áreas quentes identificado pelos Agentes de Combate a Endemias (ACE) e os óbitos por dengue registrados no primeiro semestre evidenciaram a necessidade de intervenção imediata no território. Diante deste cenário, foi desenvolvido o projeto “Juntos contra o Mosquito”, idealizado por uma Agente Comunitária de Saúde (ACS) e executado pela equipe da USF, ACS, ACE e residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família. O objetivo deste estudo foi relatar as experiências de uma equipe multiprofissional de residentes e da USF no enfrentamento das arboviroses, com foco no controle vetorial e na educação em saúde. Métodos: Relato de experiência, de caráter descritivo e qualitativo, realizado entre julho e agosto de 2025, na área de abrangência de uma USF da Bahia. Participaram residentes da enfermagem, nutrição, fisioterapia, odontologia e psicologia, equipe da USF, ACS, ACE e comunidade local. Etapas desenvolvidas: (1) Planejamento: reuniões de pactuação, capacitação e alinhamento; (2) Levantamento de áreas de risco: identificação de pontos estratégicos e reincidência de focos; (3) Visitas domiciliares integradas: ACS e ACE em ações conjuntas de inspeção e orientação; (4) Educação em saúde: palestras e oficinas em instituições de ensino; (5) Dia D “Juntos contra o Mosquito”: recolhimento de resíduos e entulhos, atividades educativas, aferição de pressão arterial e glicemia capilar. A ação contou com articulação intersetorial com as Secretarias de Saúde e Serviços Urbanos. Resultados/Discussão: O projeto fortaleceu a integração entre ACS, ACE, residentes e equipe da USF, reforçando a vigilância em saúde no território. As visitas domiciliares ampliaram a conscientização da comunidade sobre prevenção e eliminação de criadouros. As ações educativas em escolas sensibilizaram crianças e adolescentes como multiplicadores das orientações em saúde. O Dia D “Juntos contra o Mosquito” mobilizou moradores e instituições locais, com apresentação teatral de estudantes, exposição de materiais informativos organizada pelos ACE, dinâmica sobre descarte correto do lixo, conduzida pelos residentes e aferição de pressão arterial e glicemia capilar. A articulação com as Secretarias de Saúde e Serviços Urbanos garantiu apoio estrutural, destacando a intersetorialidade como estratégia fundamental no enfrentamento às arboviroses e na redução da vulnerabilidade do território. Considerações finais: A ação desenvolvida mostrou-se de grande relevância diante dos impactos do Aedes aegypti. Desvela que o enfrentamento desse problema exige mais do que medidas pontuais, demanda articulação intersetorial, participação comunitária e envolvimento das instituições de ensino. Nesse cenário, a educação em saúde destacou-se como ferramenta essencial para promover sensibilização e conscientização, estimular mudanças de hábitos e fortalecer estratégias coletivas de combate às arboviroses, reafirmando o papel da residência multiprofissional na vigilância em saúde e integralidade do cuidado.
