15º ENRS | Trabalhos Aprovados (Resumos)

Faça a busca pelo nome do Trabalho Submetido e autores clicando CTRL+F no PC ou usando o recurso de busca do seu navegador.

OFICINAS QUE TRANSFORMAM: PROMOVENDO SAÚDE MENTAL E PREVENÇÃO DE IST’S COM ADOLESCENTES
Authors:
Stéfani Camila Wassem, Escola de Saúde Pública/RS
ID do resumo: 17
Enviado: 20/08/2025
Evento: 15º ENRS
Eixo Temático: Eixo 1 | Formação em Residência no SUS: saberes, práticas e desafios
Nome do apresentador: Stéfani Camila Wassem
Formato de Participação: Online
Estado: Aprovado (Publicado)
Palavras chave: Colaboração intersetorial., Infecções Sexualmente Transmissíveis, Saúde do Adolescente

Introdução: A adolescência é uma fase marcada por intensas transformações físicas, emocionais e sociais, caracterizando-se também como um período de vulnerabilidades. Nesse contexto, a promoção da saúde mental e a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) assumem papel central, sobretudo quando articuladas com a Educação. Estratégias intersetoriais podem favorecer a criação de espaços de escuta, aprendizado e reflexão, contribuindo para o fortalecimento de vínculos e para escolhas mais conscientes. Este relato descreve uma experiência desenvolvida durante a Residência Multiprofissional em Saúde, voltada à promoção da saúde mental e à prevenção de IST’s entre adolescentes da rede pública de ensino. Métodos: A ação foi planejada a partir da articulação entre a equipe de saúde e as escolas do território, considerando adolescentes como público prioritário nas estratégias de prevenção e promoção de saúde. Inicialmente, realizou-se uma escuta prévia junto à equipe pedagógica e implantaram-se caixas de perguntas anônimas nas salas de aula, possibilitando aos estudantes expressarem dúvidas e inquietações de forma segura. Com base nas questões levantadas, elaborou-se a oficina “Se eu fosse você”, que utilizou a técnica da dramatização de situações simbólicas ou reais vividas na adolescência, como pressão para iniciar a vida sexual, bullying, consentimento, autoestima e exposição de imagens íntimas. As cenas foram criadas e encenadas pelos próprios estudantes, que podiam optar por leitura ou interpretação teatral. Discussão: A metodologia adotada buscou ir além da transmissão de informações, favorecendo a sensibilização, o acolhimento e o diálogo horizontal entre os adolescentes. A dramatização mostrou-se um recurso potente para mobilizar reflexões críticas, promover empatia e estimular o protagonismo juvenil. O espaço possibilitou que dúvidas fossem abordadas de maneira coletiva e respeitosa, fortalecendo a autonomia dos participantes frente às situações cotidianas que envolvem saúde mental e sexualidade. Além disso, a experiência reforçou a relevância da Psicologia no campo da Saúde Coletiva, especialmente ao articular dimensões psicoeducativas e subjetivas em práticas de caráter intersetorial. Considerações finais: A experiência foi positivamente acolhida pelos adolescentes e pela equipe escolar, evidenciando a importância de criar ambientes educativos que sejam afetivos, seguros e participativos. A vivência demonstrou como práticas coletivas, construídas em parceria com a Educação, podem potencializar a promoção da saúde mental e a prevenção de IST’s, ultrapassando modelos centrados no atendimento individual. Através dessas ações, foi possível compreender a potência da intersetorialidade e do trabalho em rede na construção de estratégias de cuidado integral, reafirmando o papel da Psicologia na promoção da saúde e na aproximação com os contextos sociais em que os sujeitos estão inseridos.