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Ailana Albuquerque Tota dos Santos, Escola de Saúde Pública do Ceará
Ana Caroline Moreno de Oliveira, Escola de Saúde Pública do Ceará
Luanne Sherydan de Sousa Pereira, Escola de Saúde Pública do Ceará
Vitória Sabino Leão, Escola de Saúde Pública do Ceará
Renata Róseo Ribeiro, Escola de Saúde Pública do Ceará
Tatiany Cristina Viana Santos, Escola de Saúde Pública do Ceará
Alana Mascarenhas Viana, Escola de Saúde Pública do Ceará
Maria Helenice Almeida Leitão, Escola de Saúde Pública do Ceará
Lyllian Millena da Costa Matos, Escola de Saúde Pública do Ceará
Emilly Vitória Corrêa dos Santos, Escola de Saúde Pública do Ceará
Introdução: A segurança do paciente é um pilar fundamental na qualidade do cuidado em saúde, e a higienização das mãos configura-se como uma das medidas mais simples, acessíveis e eficazes na prevenção das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). As mãos são veículos potenciais de microrganismos, podendo transferi-los entre superfícies, pacientes e profissionais, por contato direto ou indireto. A higienização correta, regular e consciente contribui significativamente para a redução da transmissão de agentes infecciosos, promovendo um ambiente hospitalar mais seguro. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de uma ação educativa voltada à sensibilização de profissionais do Serviço Social quanto à importância da higienização das mãos, mesmo sem contato direto com os pacientes. Métodos: Trata-se de um relato de experiência, de natureza qualitativa e descritiva, desenvolvido por residentes multiprofissionais em um hospital público. A ação foi direcionada aos assistentes sociais atuantes no setor de Serviço Social. As atividades educativas ocorreram em dois momentos e foram baseadas nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), abordando os tipos de higienização das mãos (simples, antisséptica, com preparação alcoólica e cirúrgica) e os cinco momentos preconizados para a prática. A dinâmica prática incluiu o uso de tinta (representando sabão) em uma voluntária de olhos vendados, com o intuito de demonstrar visualmente a eficácia da técnica e identificar falhas na cobertura das áreas das mãos. Resultados e Discussões: A ação educativa resultou em maior engajamento dos profissionais do setor na adoção das práticas corretas de higienização das mãos, mesmo em atividades administrativas ou de apoio. A iniciativa também reforçou a cultura institucional de segurança do paciente, despertando nos participantes uma maior consciência sobre sua corresponsabilidade na prevenção de IRAS. As assistentes sociais relataram percepções positivas sobre o tema, destacando sua relevância e o impacto direto da prática na qualidade da assistência prestada. A dinâmica prática foi apontada como um recurso facilitador da aprendizagem e da fixação do conteúdo. Considerações Finais: A experiência evidenciou que ações educativas simples e bem direcionadas são eficazes na promoção de uma cultura de segurança e prevenção de infecções, mesmo entre profissionais que não realizam cuidados diretos. Reforça-se que todos os membros da equipe de saúde têm papel essencial na construção de ambientes hospitalares mais seguros, sendo a higienização das mãos uma responsabilidade coletiva e contínua.
