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Antonio Leandro Barreto Pereira, Instituto do Câncer do Ceará
Gabriela Barros Rebouças, Instituto do Câncer do Ceará
Francisco Douglas da Silva Freires Barros, Instituto do Câncer do Ceará
Marília Gabriela do Nascimento Barros, Instituto do Câncer do Ceará
Maria Lia Coutinho Carvalho Ximenes, Instituto do Câncer do Ceará
Introdução: O câncer é uma doença complexa que prejudica os aspectos físicos, bem como os psicossociais, exigindo uma abordagem multiprofissional desde o primeiro momento do paciente no serviço de saúde especializado. O setor de triagem é o responsável por acolher e classificar inicialmente esse público, representando assim um espaço estratégico para confirmar o diagnóstico e avaliar sintomas e demandas específicas que podem comprometer a qualidade de vida. Justifica-se a importância do fisioterapeuta nesse setor visando avaliar a funcionalidade global, prestar orientações ao paciente e acompanhante, realizar educação em saúde; monitorar os casos necessários; e encaminhar para tratamento possíveis disfunções existentes, contribuindo assim para a integralidade do cuidado. Assim, o objetivo deste relato é descrever a experiência da atuação fisioterapêutica na triagem oncológica, destacando seu papel na avaliação funcional do paciente oncológico. Métodos: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido no setor de triagem oncológica do Hospital Haroldo Juaçaba, referência em oncologia, localizado em Fortaleza/CE, nos meses de junho a agosto de 2025. A atuação ocorreu junto à equipe multiprofissional composta por médico, enfermeiro, farmacêutico, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social. O fisioterapeuta realizou anamnese direcionada, observação clínica e aplicação de instrumentos funcionais simples, como a escala de força muscular (MRC). Resultados/Discussão: a presença do fisioterapeuta permitiu identificar precocemente alterações musculoesqueléticas, cardiorrespiratórias e urológicas. Essas informações subsidiaram orientações iniciais, encaminhamentos para reabilitação e prevenção de complicações no ambulatório de fisioterapia, além de fortalecer a humanização do acolhimento. Observou-se que a atuação fisioterapêutica potencializou a qualidade da triagem, ampliando o olhar, tornando o cuidado integral ao paciente e promovendo maior integração entre os membros da equipe multiprofissional. Considerações finais: A experiência mostrou que o fisioterapeuta na triagem oncológica contribuiu significativamente na identificação e tratamento precoce de alterações funcionais. Sua atuação reforça a integralidade do cuidado, destacando a importância de incluir esse profissional em todas as fases do tratamento do paciente com câncer.
