Faça a busca pelo nome do Trabalho Submetido e autores clicando CTRL+F no PC ou usando o recurso de busca do seu navegador.
Lucas Balbino Mazzini, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi)
Anne Lara Ribet Kill, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi)
Matheus Moschen Felix, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi)
Nathalia Beatriz da Silva Pereira, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi)
Ana Claudia Cordeiro Alvarenga, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi)
Adriana Drummond de Aguiar, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi)
Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), é espaço estratégico para promoção da saúde, prevenção de agravos e fortalecimento de vínculos. A residência multiprofissional em Saúde da Família constitui dispositivo formativo que integra ensino, serviço e comunidade, favorecendo práticas interprofissionais e a integralidade do cuidado. Justifica-se este relato pela necessidade de dar visibilidade às contribuições do profissional de Educação Física na APS, reconhecendo seu papel na promoção da saúde e no fortalecimento do SUS. O objetivo é relatar as experiências de um Profissional de Educação Física da residência multiprofissional em Saúde da Família, na condução de atividades de promoção da saúde e qualidade de vida em território vulnerável. Métodos: Trata-se de um relato de experiência realizado entre março de 2024 e agosto de 2025, em uma Unidade de Saúde da Família de capital da região Sudeste. As ações foram desenvolvidas pelo Profissional de Educação Física, do programa de residência multiprofissional em Saúde da Família, sob supervisão dos preceptores e em articulação com a equipe de saúde. As atividades compreenderam grupos educativos, oficinas de práticas corporais e integrativas, sessões de auriculoterapia, atendimentos compartilhados, rodas de conversa, participação no Programa Saúde na Escola (PSE) e ações comunitárias de promoção da saúde. A metodologia priorizou corresponsabilidade, escuta qualificada e valorização dos saberes populares em diálogo com práticas baseadas em evidências. Resultados/Discussão: As ações favoreceram a aproximação entre comunidade e equipe de saúde, ampliando a percepção de saúde como prática integral e fortalecendo o protagonismo dos usuários no autocuidado. Destacou-se o aumento da adesão a práticas de atividade física, o desenvolvimento de estratégias de manejo do estresse e a valorização de hábitos saudáveis no cotidiano. A inserção do profissional de Educação Física possibilitou integração de saberes específicos às demandas do território, qualificando grupos de gestantes, idosos, escolares e pessoas com condições crônicas. A articulação com o PSE ampliou o alcance intersetorial e fortaleceu a rede de apoio comunitário. Para o residente, as vivências configuraram espaço de aprendizado crítico e interprofissional, desenvolvendo competências em planejamento, comunicação e gestão de processos educativos. Entre os desafios, ressaltaram-se a sobrecarga assistencial e a necessidade de institucionalizar práticas de promoção da saúde para garantir sua continuidade além do ciclo da residência. Considerações finais: A experiência demonstrou que a inserção do profissional de Educação Física na residência multiprofissional em Saúde da Família potencializa a promoção da saúde na APS, qualificando o cuidado integral e ampliando a autonomia dos usuários. Ao mesmo tempo, reafirma a residência como espaço formativo estratégico para o fortalecimento do SUS.
