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Noelia de Holanda Paiva, Escola de Saúde Pública Visconde-ESPVS
Leila Cristina Severiano Agape, Escola de Saúde Pública Visconde-ESPVS
Rafaela Maria da Silva Gomes, Escola de Saúde Pública Visconde-ESPVS
Vitória Gleiciane Vasconcelos de Freitas, Escola de Saúde Pública Visconde-ESPVS
Antônio Denelles Rodrigues de Sousa, Escola de Saúde Pública Visconde-ESPVS
Claudia Roberta Sousa Lima, Escola de Saúde Pública Visconde-ESPVS
Tacilane Cândido Almeida, Escola de Saúde Pública Visconde-ESPVS
INTRODUÇÃO: A roda de categoria em serviço social do Programa de Residência em Saúde da Família, configura-se como um importante dispositivo coletivo no qual possibilita reflexões críticas sobre o fortalecimento da identidade profissional e a produção compartilhada de saberes entre os residentes e preceptoria. No contexto da Atenção Primária à Saúde, esse dispositivo tem se mostrado estratégico para articular teoria e prática, bem como enfrentar os desafios cotidianos do território. As rodas de categoria, constituem-se como espaço de apoio sendo utilizado como potencialidades, educação permanentes e troca de saberes, favorecendo a socialização de vivências e fortalecendo da formação crítica. Assim, o objetivo deste estudo é relatar a experiência vivenciada nas rodas de categorias e refletir sobre os desafios e potencialidades enquanto espaço de apoio e formação. MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, fundamentado nas vivências dos residentes e preceptoria em Serviço Social da Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia-(ESPVS), em Sobral/CE. Os encontros ocorrem semanalmente, envolvendo os residentes e preceptor. Nestes momentos, são desenvolvidas atividades como discussão de casos, rodas integradas com outros programas de residências e com a rede intersetorial, a saber: Oncologia, saúde mental e Secretaria dos Direitos Humanos e da Assistência Social. Esses momentos configuram-se como processos formativos de educação permanente, escuta qualificada, troca de experiências e debates sobre o fortalecimento das articulações das redes intersetoriais, visando a ampliação da prática profissional de forma crítica e integrada. RESULTADOS: Dentre os desafios destacam-se a sobrecarga do cotidiano da residência, a dificuldade em conciliar as agendas multiprofissionais e a necessidade de aprofundar a participação dos diversos atores institucionais. Por outro lado, as rodas proporcionam espaços potentes, pois favoreceram o vínculo entres os residentes e preceptoria, promovendo apoio emocional e profissional, a criticidade sobre a realidade vivenciada e potencializando a troca de estratégia de intervenção frente às demandas sociais. Além disso, contribui para um espaço de reafirmação do Projeto ético- político do Serviço Social, estimulando práticas intersetoriais e multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A roda de categoria se configura como espaço de cuidado, resistência e produção de saberes, possibilitando a ressignificação das experiências formativas no âmbito da residência. Ao “girar”, reafirma seu papel no fortalecimento da identidade profissional do assistente social e na consolidação de uma prática crítica e ética. Assim, ressalta-se sua relevância como instrumento pedagógico e político para a formação e atuação do Serviço Social na Saúde da Família.
