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Andressa Lima de Oliveira, Afya Paraíba
Gustavo Anderson Gomes Pinto, Afya Paraíba
Adrienny Aparecida da Costa Lima, Afya Paraíba
Yasmin Farias Fonseca, Afya Paraíba
Jamile Gouveia de Freitas, Afya Paraíba
Maria Angelica de Sousa Lima, Afya Paraíba
Introdução: A residência multiprofissional em saúde constitui-se como espaço de formação em serviço que concretiza os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente a integralidade do cuidado e o trabalho interprofissional. Na Atenção Primária à Saúde (APS), a diversidade de saberes e práticas amplia as possibilidades de cuidado, fortalece a articulação em rede e favorece a construção de um cuidado integral e humanizado. Justificativa e Objetivo: A atuação colaborativa entre diferentes profissões permite ampliar o olhar sobre o processo saúde-doença e qualificar o cuidado prestado. Este relato tem como objetivo compartilhar a experiência de uma residência multiprofissional em saúde da família, ressaltando a importância da interprofissionalidade para o desenvolvimento técnico dos residentes e resolutividade de casos. Métodos: Trata-se de um relato de experiência de origem descritiva e reflexiva que ocorreu em uma Unidade de Saúde da Família no estado da Paraíba entre 2024 e 2025, envolvendo residentes de Nutrição, Enfermagem, Farmácia, Psicologia, Fonoaudiologia, Odontologia, Medicina e Medicina Veterinária. A convivência cotidiana favoreceu a troca de saberes, a compreensão dos fluxos de cada área e o fortalecimento da prática colaborativa. Entre os exemplos vivenciados, destaca-se a interconsulta com a médica veterinária, em que foram discutidas estratégias para identificação de casos suspeitos de esporotricose em humanos e animais; essa prática ampliou a compreensão dos riscos à saúde da família e reforçou a relevância do conceito de “Saúde Única” no manejo de zoonoses. A integração com a Fonoaudiologia contribuiu para aprimorar a abordagem de crianças com dificuldades alimentares relacionadas a alterações de fala e deglutição. Já a colaboração com a Psicologia possibilitou o desenvolvimento de estratégias conjuntas para o cuidado de pacientes com transtornos alimentares, unindo dimensões nutricionais e de saúde mental. Além disso, o grupo de gestantes, construído coletivamente pelos residentes, demonstrou a potência da interprofissionalidade ao reunir diferentes olhares e oferecer informações abrangentes e qualificadas às usuárias. Essas práticas se expressaram em consultas compartilhadas, interconsultas, discussões de casos e visitas domiciliares, fortalecendo a comunicação entre áreas e qualificando o cuidado. Resultados/Discussão: A prática interprofissional possibilitou maior aprendizado sobre as especificidades de cada profissão, ampliando a compreensão do cuidado em saúde para além do campo restrito de cada área. Essa vivência contribuiu para o desenvolvimento de habilidades de comunicação, corresponsabilização e construção conjunta de planos terapêuticos, em consonância com a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. O trabalho integrado mostrou-se enriquecedor tanto para residentes quanto para usuários, resultando em atendimentos mais resolutivos, humanizados e com maior vínculo com a comunidade. Evidenciou-se que a residência multiprofissional contribui para a formação de profissionais mais preparados para enfrentar os desafios da APS, com visão ampliada e prática orientada para a integralidade. Considerações finais: A experiência demonstra que a residência multiprofissional constitui-se como espaço formativo privilegiado para o fortalecimento da integralidade do cuidado e do desenvolvimento técnico e interpessoal dos residentes. O trabalho realizado por uma equipe engajada e pautada na interprofissionalidade favorece um cuidado mais humano, resolutivo e centrado no usuário, qualificando tanto o processo formativo quanto o cuidado oferecido à população.
