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Matheus Moschen Felix, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Nathalia Beatriz da Silva Pereira, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Anne Lara Ribet Kill, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Lucas Balbino Mazzini, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Caroline Rodrigues Thomes, Universidade Federal do Espírito Santo
Adriana Drummond de Aguiar, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Ana Claudia Cordeiro Alvarenga, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Introdução: O bruxismo é um distúrbio funcional caracterizado por movimentos involuntários de apertamento ou ranger dos dentes, frequentemente associado a dor orofacial e impacto na qualidade de vida. Na Atenção Primária à Saúde (APS), seu manejo é limitado pela dificuldade de acesso a recursos especializados. Nesse cenário, as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) representam alternativas promissoras e acessíveis. A auriculoterapia destaca-se como terapêutica adjuvante capaz de: reduzir dor, tensão muscular e estresse, alinhando-se aos princípios de integralidade e humanização do cuidado. Métodos: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por um residente multiprofissional em Saúde da Família, em uma unidade de Estratégia de Saúde da Família situada em território urbano periférico. As sessões de auriculoterapia foram realizadas semanalmente, priorizando acolhimento e escuta qualificada para identificar fatores psicossociais associados ao bruxismo. Os protocolos auriculares incluíram os pontos Shenmen, ansiedade, têmpora, articulação temporomandibular, mandíbula e ponto zero, de acordo com recomendações do Ministério da Saúde e evidências científicas. Cada paciente foi submetido de quatro a seis sessões, associadas a orientações sobre higiene do sono, técnicas de relaxamento e estratégias de autocuidado. Resultados/Discussão: A experiência do residente possibilitou observar melhora clínica significativa nos pacientes atendidos. Foram relatadas redução da dor orofacial, diminuição da frequência de uso de analgésicos, melhora da qualidade do sono e maior sensação de relaxamento após as aplicações. Também houve relatos de menor tensão na região de cabeça e pescoço, maior disposição para atividades diárias e melhora no humor. O envolvimento direto na condução das sessões proporciona ao residente o desenvolvimento de um olhar ampliado sobre os determinantes do bruxismo, a importância do vínculo terapêutico e o papel da escuta qualificada na adesão ao tratamento. A vivência favoreceu ainda a interação com outros profissionais da equipe, que demonstraram interesse em incorporar a auriculoterapia em diferentes contextos, ampliando a oferta de PICS no território e fortalecendo a abordagem interdisciplinar. Considerações finais: A experiência reforça o potencial da auriculoterapia como estratégia segura, de baixo custo e bem aceita para o manejo do bruxismo e da dor orofacial na APS. Para o residente, representou uma oportunidade de aprendizado significativo, fortalecendo habilidades clínicas, comunicação empática e visão integral do cuidado. Relatos como este incentivam a incorporação das PICS na rotina da APS e contribuem para a promoção da saúde e melhoria da qualidade de vida da população.
