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Maria Carolina Carvalho Cruz, Universidade do Estado do Amazonas
Introdução: o Programa Saúde na Escola (2007) é uma política intersetorial dos Ministérios da Saúde e da Educação, que visa integrar saúde e educação para a melhoria da qualidade de vida de crianças, adolescentes, jovens e adultos vinculados à rede pública de ensino. Tal programa possui oito grandes eixos temáticos estratégicos, dentre eles, destaca-se para este estudo o eixo de promoção da saúde sexual e reprodutiva. Dados do Ministério da Saúde, no intervalo de 2008 a 2019, apontam que o maior índice de mães adolescentes está na região amazônica brasileira, sendo nesta região do Brasil, 23,90% de nascidos vivos com mães entre 15 a 19 anos, e 1,54% com mães entre 10 a 14 anos. Diante disso, torna-se fundamental que o supracitado eixo destacado seja enfatizado em ações de educação em saúde nas escolas. Desta forma, o objetivo deste estudo é relatar a experiência de uma ação do programa saúde na escola realizada com adolescentes que vivem em campos, florestas e águas no contexto amazônico. Métodos: trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido durante a atuação no território de prática de residência, no mês de julho de 2025. Resultados/Discussão: mediante o exposto, o planejamento da ação do programa saúde na escola no mês supracitado considerou que a equipe docente escolar informou à unidade de saúde a demanda por uma abordagem sobre saúde sexual e reprodutiva aos adolescentes. Levando em conta que trata-se de uma temática cercada de valores, crenças e ideologias diferentes, principalmente para adolescentes de campos, floretas e águas, que trazem consigo uma cultura própria, foi utilizada uma estratégia lúdica para favorecer a participação dos estudantes, foi elaborado um jogo de perguntas com apenas duas opções de resposta: verdadeiro ou falso. Os alunos foram divididos em duas equipes para discutirem entre si suas opções de resposta, o que facilitou a discussão e estimulou o interesse. Durante o jogo, a facilitadora levou os métodos contraceptivos disponíveis na unidade de saúde e explicou sobre cada um deles, para melhor compressão dos alunos, quando a pergunta citava algum destes. Considerações Finais: a ludicidade pela criação do jogo com dinâmica interativa ao dividir a turma em equipes permitiu abordar a saúde sexual e reprodutiva de forma acessível, clara e participativa, fortalecendo também o vínculo da unidade de saúde com a escola, e da facilitadora com os adolescentes, fortalecendo também o espaço escolar como ambiente de promoção da saúde, visando que, se necessário, os adolescentes não se sintam receosos para procurar as consultas de planejamento reprodutivo na unidade de saúde.
