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Êmile da Costa Lima, Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia
Maria Cecília do Carmo Leão, Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia
Luís Fernando Cavalcante do Nascimento, Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia
Hugo Natan Azevedo Mesquita, Escola de Saúde Pública Visconde de Saboia
Introdução: A educação em saúde é reconhecida como ferramenta essencial para o fortalecimento da atenção básica, pois possibilita a promoção da saúde, a prevenção de agravos e o empoderamento dos usuários frente ao seu cuidado. Nas unidades de saúde, essas práticas se consolidam como espaços de troca de saberes, onde os profissionais e usuários compartilham experiências, aproximando o conhecimento técnico-científico do saber popular. Nesse contexto, a residência multiprofissional em saúde da família desempenha papel relevante ao desenvolver práticas educativas que formam vínculos e favorecem a participação social por meio da articulação com diferentes áreas do conhecimento, metodologias ativas e ações educativas. Nesse sentido, compreender e valorizar essas práticas é essencial para potencializar os impactos positivos no território. Métodos: Trata-se de um relato de experiência sobre as atividades realizadas pela equipe multiprofissional de residentes do programa de Saúde da Família em um município do interior do Ceará. As ações ocorreram em unidades de saúde da família e em espaços comunitários no período de abril a agosto de 2025, com a participação de diferentes usuários das unidades básicas. As principais estratégias utilizadas foram grupos de prática, grupos de gestantes, rodas de quarteirão e salas de espera, planejados de forma mútua entre residentes e a equipe de saúde, considerando temáticas associadas às necessidades do território. Resultados e Discussão: No grupo de prática, os usuários participaram de atividades físicas, rodas de quarteirão, grupos e salas de espera. Essas ações estimularam vínculos, fortalecendo a dimensão coletiva da saúde. Nos grupos de gestantes, os residentes desenvolveram atividades voltadas ao período gravídico-puerperal, abordando temas como aleitamento materno, infecções no período gestacional e arteterapia. A troca de experiências entre as participantes, mediada pela equipe multiprofissional, mostrou-se essencial para estimular a corresponsabilização das mulheres no cuidado de si e seus filhos. As rodas de quarteirão possibilitaram a descentralização das ações de saúde, aproximando os profissionais da realidade comunitária, em espaços como calçadas, praças e associações. Nessas rodas, discutiram-se temas como prevenção de arboviroses e formação de conselhos locais de saúde, valorizando os sabores populares e promovendo a participação social. As salas de espera, transformaram o momento em que os usuários aguardavam atendimento em espaços de aprendizado. Foram abordados temas diversos: orientações sobre prevenção do câncer de boca, prevenção de violência contra a mulher, vacinas e campanhas de doação de sangue. Essa estratégia mostrou-se eficaz para promover um espaço de disseminação de informações e por atingir grande número de usuários em pouco tempo. Considerações Finais: As atividades de educação em saúde realizadas por profissionais da residência multiprofissional em saúde da família mostraram-se fundamentais para a promoção da saúde e fortalecimento dos vínculos entre os usuários e a equipe de saúde dos diversos territórios. Além disso, possibilitaram a valorização dos saberes comunitários e estimularam a corresponsabilização dos sujeitos. Nesse contexto, a multiprofissionalidade potencializa a integralidade da atenção e reafirma o papel da educação em saúde como prática transformadora da Atenção Primária. Sendo necessário cada vez mais, incentivo à formação dos profissionais no contexto das residências.
