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Giulia Gardingo Salles, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Luana Salucci Araujo, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Deivid Acauã Nascimento Moraes, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Giselly Mardegan dos Santos, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Isaac Calhau Resende de Oliveira Durco, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Sabrina Alves dos Santos, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Gabriel Borges Costa Alvarenga, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde
Introdução: A rádio consiste em um importante meio de comunicação em pequenos municípios, já que promove a aproximação com a comunidade e uma ampla disseminação de informações. Dentro deste contexto, os profissionais residentes, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e uma rádio do município de atuação, criaram o programa “Voz da Vigilância - Informar para Prevenir”. O objetivo deste trabalho é apresentar um relato de experiência da participação dos residentes multiprofissionais nesse espaço de comunicação em saúde, destacando os impactos na comunidade, além do aprendizado no processo formativo. Métodos: Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo. O programa é transmitido semanalmente, com duração média de 30 minutos. Os residentes participam em duplas de forma rotativa, com a mediação do apresentador da rádio, que conduz as entrevistas a partir de perguntas previamente alinhadas. A escolha dos temas baseia-se nas necessidades do território, identificadas junto à Secretaria Municipal de Saúde. Durante as entrevistas, busca-se traduzir os conteúdos técnicos de Saúde Coletiva e Vigilância em Saúde em uma linguagem acessível, aproximando os residentes do cotidiano da população. Resultados/Discussão: Esta experiência fortalece a aproximação com a comunidade, além de incentivar o engajamento comunitário, que pode ser evidenciado através das interações dos ouvintes durante os programas, feitas por meio de perguntas sobre os assuntos, elogios ao programa e sugestões de temas. Outrossim, o mediador da rádio também demonstra curiosidade sobre os assuntos e revela que muitos ouvintes elogiam o programa quando o encontram em outras ocasiões, sendo que, nas palavras dele, “o programa é um sucesso”. Com relação aos temas, pautados a partir das necessidades locais, estes são considerados essenciais para dar uma maior visibilidade às demandas reais do território, como a prevenção de zoonoses, arboviroses e infecções sexualmente transmissíveis (IST). Ademais, a participação dos residentes no programa “Voz da Vigilância” possibilita vivências significativas que vão além dos aspectos teóricos aprendidos durante o processo formativo do programa de residência. Dentro disso, a cada programa é oportunizado o desenvolvimento de habilidades de comunicação em saúde, tendo em vista que traduzir conteúdos técnicos para uma linguagem acessível ao público é um grande desafio, pois não se pode perder o rigor científico. Observa-se também que a alternância das duplas incentiva a cooperação e fortalece o trabalho em equipe. Por fim, ver o impacto social do “Voz da Vigilância” motiva os residentes a continuar investindo em estratégias para aprimorar o projeto e contribuir para o empoderamento da comunidade local. Considerações Finais: Realizar o programa “Voz da Vigilância” reafirma a importância da rádio como uma ferramenta de educação em saúde, além de evidenciar que a comunicação é também uma forma de cuidado. A vivência ainda fomenta o desenvolvimento de habilidades de comunicação, síntese e trabalho coletivo, representando um espaço de crescimento pessoal e profissional. Relatar essa experiência é importante para enfatizar o papel estratégico que as mídias comunitárias exercem no fortalecimento da Vigilância em Saúde e na integração entre os profissionais residentes, os serviços de saúde e a comunidade.
