15º ENRS | Trabalhos Aprovados (Resumos)

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DESAFIOS DA ATUAÇÃO DE FARMACÊUTICOS EM RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL FRENTE A AUSÊNCIA DE IMPLANTAÇÃO DE FARMÁCIA CLÍNICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Authors:
Carolina Oliveira Garrido Casal, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi)
Maxwell Feliciano Simões, Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi)
ID do resumo: 749
Enviado: 10/09/2025
Evento: 15º ENRS
Eixo Temático: Eixo 1 | Formação em Residência no SUS: saberes, práticas e desafios
Nome do apresentador: Maxwell Feliciano Simões
Formato de Participação: Presencial
Estado: Aprovado (Publicado)
Palavras chave: Farmácia, Residência Multidisciplinar, Serviço de Farmácia Clínica.

Introdução: A farmácia clínica é uma área da prática farmacêutica que visa o uso racional de medicamentos, com foco na segurança e eficácia do tratamento oferecido aos pacientes. Diferente do modelo tradicional, em que o farmacêutico atua apenas na farmácia realizando a dispensação de medicamentos, a farmácia clínica insere esse profissional no processo de cuidado do paciente possibilitando sua colaboração em equipes multiprofissionais. Suas atividades incluem a otimização da farmacoterapia, identificação e prevenção de problemas relacionados a medicamentos, promoção do uso racional de medicamentos, além de educação em saúde. Nesse contexto, o farmacêutico residente inserido em programas multiprofissionais deve assumir um papel essencial no cuidado integral ao paciente, contribuindo com seu conhecimento técnico na tomada de decisões clínicas, na segurança do tratamento medicamentoso e na construção de um plano terapêutico interdisciplinar. Logo, o presente trabalho visa descrever a experiência acerca dos desafios da atuação de dois farmacêuticos em residência multiprofissional. Método: Trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativa, no qual são descritos os principais impasses vivenciados na atuação farmacêutica, sobretudo em razão das dificuldades relacionadas à implementação da farmácia clínica nos serviços de saúde. Resultados: A ausência da prática consolidada de Farmácia Clínica, com seus devidos protocolos validados, torna a atuação de residentes em farmácia extremamente desafiadora. Algumas das residências multiprofissionais direcionadas voltadas para diversas áreas, tem a duração de apenas dois anos para aproximar o profissional do seu campo de especialidade, a fim de conceder um título de especialista condizente com as competências adquiridas. Considerando que as práticas específicas dos programas de residência têm como base o aproveitamento do profissional farmacêutico para além das unidades de distribuição e dispensação de medicamentos, no cuidado direto ao paciente, seria fundamental que o residente encontrasse nos equipamentos de saúde bases sólidas para a clínica farmacêutica. A ausência da Farmácia Clínica implantada, faz com que o farmacêutico residente deixe de lado sua área de especialização para estabelecer protocolos e fluxos mínimos da Farmácia Clínica básica, para então atuar de maneira específica sobre eles. Este processo pode consumir bastante tempo e custar ao residente vivências ímpares compartilhadas por outros profissionais da equipe, cujas práticas clínicas de cuidados aos pacientes já são mais bem consolidadas nos equipamentos em saúde, como psicólogos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros, entre outros. Considerações Finais: Dessa forma, destaca-se a importância da implementação da farmácia clínica nos serviços de saúde, visando à promoção de maior segurança e eficácia terapêutica. Além disso, a limitada formação adequada dos profissionais farmacêuticos nessa área ainda representa um desafio significativo. As residências surgem como uma estratégia para suprir essa lacuna, mas sua efetividade depende da criação e desenvolvimento de estratégias que favoreçam a integração entre ensino, serviço e gestão. Investir nessa estrutura é fundamental para qualificar a prática farmacêutica e fortalecer o cuidado centrado no paciente.